Estreptococoses na tilapicultura

Estreptococoses na Tilapicultura

Tilapicultura

A aquicultura brasileira é a segunda (primeira é o Chile) em produção sul-americana, apoiada basicamente nas cadeias de produção da tilapicultura e da carcinicultura.

O Brasil produziu, em 2007, 95.691,0 toneladas de tilápia, o que representa 45% da produção da aquicultura continental.

A aquicultura formada por pequenos e médios produtores vem mostrando, nos últimos anos, mudança nos sistemas de criação. Até a o final da década de 90, ela se baseava no sistema semi-intensivo em viveiros escavados e de barragens.

Estreptococoses na Tilapicultura

Atualmente as doenças bacterianas são os principais problemas sanitários que afligem a tilapicultura global, causando impactos econômico, social e ambiental com à ocorrência de surtos de mortalidade.

Entre os agentes etiológicos, três espécies de estreptococos se destacam, sendo Streptococcus agalactiae, Streptococcus iniae e Streptococcus dysgalactiae os agentes causadores destas enfermidades.

No Brasil, temos a ocorrência das três espécies de estreptococos como causadores de infecção em tilápia, no entanto, S. agalactiae é a bactéria que apresenta maior prevalência e possui ampla distribuição territorial, sendo detectada em praticamente todos os polos de tilapicultura estabelecidos no Brasil.

O principal fator de risco associado à infecção pelos estreptococos é o aumento da temperatura da água, sendo, portanto, uma doença de maior impacto no período de primavera e verão. Geralmente a infecção por esta bactéria ocorre em temperaturas acima de 28 ºC, além disso, altas densidades de estocagem, baixos níveis de oxigênio dissolvido na água e más condições de limpeza das telas dos tanques-rede são fatores adicionais que aumentam o risco de emergência de surtos pelos estreptococos.

O principal grupo de risco para esta doença na tilapicultura são animais na fase final de crescimento, justamente àqueles que se torna o tratamento com antibioticoterapia mais oneroso.

A manifestação clínica da doença pode variar conforme sua fase, virulência da estirpe bacteriana e fatores de riscos associados.

Na fase aguda da doença observamos principalmente sinais clínicos neurológicos e oculares, sendo que na fase de cronificação da doença observamos caquexia, efusão celomática, bem como formação de abcessos inflamatórios e flegmões na musculatura dos animais infectados.

Fonte: http://www.aquaculturebrasil.com/2017/01/31/estreptococoses-na-tilapicultura/